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Hialuronidase dói? O que você sente na sessão e nos dias seguintes

A picada, a ardência que vem logo depois e o inchaço dos dias seguintes. Como é a sessão para dissolver o preenchimento, o que muda o desconforto e quando a enzima não deve ser aplicada.

9 min de leitura

Quem pesquisa se hialuronidase dói quase nunca está curioso. Está incomodado com um preenchimento que ficou grande, torto, migrou ou nunca pareceu seu, e quer saber quanto vai custar desfazer, no corpo e não no bolso.

A resposta curta: dói, sim, e costuma ser uma dor breve. Quase todo mundo descreve uma ardência mais intensa que a do preenchimento original, que dura pouco e passa sozinha. O que vem depois, nos dias seguintes, incomoda mais pelo aspecto do que pela dor.

A resposta útil é mais longa, porque o desconforto depende de onde, de quanto e de por que a enzima está sendo aplicada.

O que a hialuronidase faz

A hialuronidase é uma enzima. Ela quebra as ligações do ácido hialurônico, e o corpo absorve os fragmentos. É por isso que ela desfaz preenchimento de ácido hialurônico, e só esse tipo. Bioestimulador, silicone, PMMA e outros materiais não respondem a ela.

Um detalhe que muda a expectativa: ela age melhor onde consegue chegar. Se o produto está concentrado num ponto, a enzima precisa ser distribuída ali dentro. Se o produto se espalhou ou está em vários planos, o trabalho é maior. Por isso a pergunta "hialuronidase dói?" depende muito de uma pergunta anterior: onde está o preenchimento que você quer tirar?

Como é a sessão

A sessão tem três partes, e a picada é a mais rápida delas.

Avaliação e mapeamento. Antes de qualquer agulha, é preciso saber o que existe ali. Muita gente chega sem saber qual produto recebeu, quando, ou em que profundidade. Aqui usamos ultrassom Doppler nessa etapa: ele mostra onde está o material de aplicações anteriores e como está a anatomia vascular da região. Isso define onde a enzima entra e quanto dela é necessário. Sem essa imagem, aplicar a enzima vira tentativa.

Aplicação. A enzima é injetada diretamente no local onde está o produto, com agulha fina ou cânula, conforme a região. São poucas punções quando o produto está bem localizado e mais quando está espalhado.

Checagem depois. O ultrassom volta no final, para confirmar que não há compressão de vaso ou artéria e ver como o produto começou a responder.

A parte em que você sente alguma coisa dura poucos minutos. O resto da sessão é olhar, medir e decidir.

Hialuronidase dói? Como é a sensação

Existem três sensações diferentes, e vale separar.

MomentoO que se senteQuanto dura
A picadaIgual à de qualquer injeção fina no rostoSegundos
A ardênciaQueimação quando a enzima entra no tecidoAlguns minutos
O depoisSensibilidade ao toque, inchaço, sensação de "pele cheia"Horas a poucos dias

A ardência é o que surpreende. Muitos preenchedores de ácido hialurônico já vêm com anestésico misturado no próprio gel, e a hialuronidase não tem esse conforto embutido. Por isso quem se lembra de um preenchimento tranquilo às vezes estranha a dissolução.

O que aumenta o desconforto:

O que diminui:

Nossa opinião: a dor da hialuronidase é o menor dos custos da dissolução. O que deveria preocupar quem está pensando nisso é dissolver sem mapear, dissolver mais do que precisa, ou dissolver o que não é ácido hialurônico. Dor passa em minutos. Esses outros erros ficam no rosto.

Como se aplica a hialuronidase

Por injeção, no próprio local do produto. Não existe versão tópica que atravesse a pele e alcance o preenchimento, e não existe forma segura de fazer isso em casa. A enzima é medicamento e precisa ser aplicada por profissional habilitado, que saiba o que está dissolvendo e onde.

Em alguns casos, uma sessão resolve. Em outros, especialmente com produto de maior densidade ou em volume grande, é preciso reavaliar e reaplicar depois de alguns dias. Isso não quer dizer que a primeira sessão falhou. Dissolver aos poucos é, muitas vezes, a escolha mais segura.

Quanto tempo a hialuronidase leva para dissolver o preenchimento

A enzima começa a agir logo depois da aplicação. Em muitos casos a mudança já aparece nas primeiras horas ou no dia seguinte, mas o resultado só pode ser avaliado de verdade depois que o inchaço da própria aplicação baixa.

O ritmo varia com o tipo de produto, a quantidade, o tempo que ele está ali e o quanto foi integrado ao tecido. Não existe prazo único e confiável para todos os casos, e desconfie de quem promete um.

Sem a enzima, o ácido hialurônico só vai embora pela absorção natural, que leva meses. Para quem está incomodado, essa diferença de tempo é a razão de a hialuronidase existir.

Quantos dias para desinchar

O inchaço é normal e esperado. Parte vem da própria injeção, parte do processo de degradação do produto. Costuma ser mais visível nas primeiras 24 a 48 horas e ir cedendo nos dias seguintes. Em lábio e olheira ele tende a chamar mais atenção.

Se o inchaço aumenta em vez de diminuir, vem com vermelhidão que se espalha, calor, dor crescente ou coceira intensa, é para avisar a clínica no mesmo dia. Esse padrão pede outra conduta.

Um alerta: não julgue o resultado nos primeiros dias. A região inchada engana. Por isso a reavaliação acontece depois.

O que fazer e o que não fazer depois da hialuronidase

Faça:

Evite, nas primeiras 24 horas ou pelo período orientado:

Quais são os riscos da hialuronidase

A enzima é usada há muitos anos, e a bula aprovada pela FDA descreve seus efeitos esperados. Os principais riscos:

A hialuronidase destrói tecido natural?

Ela age sobre o ácido hialurônico, e o seu corpo também tem ácido hialurônico. Então, sim, atinge um pouco do que é seu. A diferença é que o organismo repõe o próprio ácido hialurônico continuamente, e o preenchimento aplicado não volta.

Na prática, algumas pessoas notam a região um pouco mais "vazia" logo depois da dissolução, especialmente quando havia muito produto por muito tempo e a pele se acostumou a esse volume. Isso costuma se acomodar com o tempo.

O que acontece se aplicar hialuronidase demais

O risco maior de exagerar é estético: a região fica com menos volume do que tinha antes do preenchimento, por um período, e a pessoa troca um incômodo por outro. Por isso preferimos dose ajustada e reavaliação a dissolver tudo de uma vez.

Mapear antes com ultrassom ajuda nisso. Quando se sabe onde está o produto, a enzima vai aonde precisa, e não no rosto inteiro.

A situação em que a dor deixa de importar

Existe um uso da hialuronidase que é emergência: quando o preenchimento comprime ou obstrui um vaso. Nesse cenário a enzima é aplicada com urgência, e o conforto da sessão sai da conversa.

É também por isso que o Doppler faz parte do procedimento aqui, antes e depois, e não só quando algo dá errado. Confirmar que não há compressão vascular transforma "está tudo bem" de impressão em verificação.

Quando não indicamos

Perguntas frequentes

Hialuronidase dói mais que o preenchimento?

Para a maioria das pessoas, sim, no momento da aplicação. A enzima arde e não traz anestésico no próprio produto, como muitos preenchedores. A ardência é curta.

Precisa de anestesia?

Anestésico tópico e gelo costumam bastar. A decisão depende da região e da sensibilidade de cada pessoa.

Quando se nota o efeito da hialuronidase?

A mudança costuma começar nas primeiras horas ou no dia seguinte. O resultado real só pode ser avaliado depois que o inchaço baixa.

Precisa de mais de uma sessão?

Às vezes. Com produto denso, em volume grande ou espalhado, é mais seguro dissolver por etapas e reavaliar entre elas.

Quanto tempo depois posso fazer um novo preenchimento?

Depois que a região desinchou e foi reavaliada. Decidir novo preenchimento com o tecido ainda reagindo é a forma mais rápida de repetir o problema.

Posso aplicar hialuronidase por conta própria?

Não. É medicamento injetável, exige saber o que está sendo dissolvido e onde, e tem risco de reação alérgica.

O que forma o custo de uma dissolução?

A avaliação com imagem, a quantidade de enzima necessária, a quantidade de sessões e a complexidade da região. Por isso o plano só é definido depois de ver o que existe ali.

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Referências